COMO DESCOBRI MINHA INTOLERÂNCIA A FRUTOSE

Quando tudo começou, eu não sabia que a frutose era o problema.
Acordava inchado, cansado, com dor abdominal, muitas vezes com enxaqueca e dores pelo corpo. Achava que era estresse, ansiedade… qualquer outra coisa.

Depois de vários exames — ressonância, exames de sangue, consultas com neurologistas, eletroencefalograma, tentativas e erros — finalmente veio o diagnóstico: intolerância à frutose.

Eu não senti medo; senti alívio. Finalmente havia um nome para aquilo que me incomodava há tantos anos.

Nesta postagem, explico tudo passo a passo: os sintomas que tive, como fiz o teste, como recebi o diagnóstico e o que mudou no meu primeiro mês.

Passei anos com dores abdominais, intestino solto, lapsos de memória (palavras simples simplesmente sumiam), dores no corpo e enxaquecas intensas. Procurei vários médicos, fiz diversos exames de imagem — do corpo e da cabeça —, tratei enxaqueca e, mesmo assim, nada adiantava.

Até que, por acaso, um dos neurologistas sugeriu que eu consultasse um gastroenterologista. Foi o que fiz.
O gastro solicitou um check-up completo, incluindo curvas de intolerância para frutose e lactose. A de lactose deu positivo, porém baixa. Mas a maior surpresa foi a intolerância à frutose.

Logo depois, conversei com a nutricionista que já me acompanhava há alguns anos. De cara, ela disse:
“Lembra que toda vez que você bebia suco dizia que se sentia inchado? Está aí a nossa resposta.”

A primeira orientação foi clara: cortar todas as frutas. E, para minha surpresa, também o alho — um dos temperos mais ricos em frutose. Sim, o alho! Porém, quando ele é bem frito, a quantidade de frutose diminui consideravelmente.

O primeiro mês não foi fácil, confesso.
Sem frutas, pesquisando constantemente quais alimentos eram mais ricos ou mais pobres em frutose, fiquei obcecado — quase surtando. Houve dias em que cheguei a chorar. Mas, com o tempo, tudo começou a melhorar.

Fui testando uma fruta ou outra. Algumas deram certo, outras nem tanto. E, até hoje, ainda é assim: tentativas e ajustes. Às vezes acerto, às vezes erro — e tudo bem.

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